sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CONJUNTO ACADÉMICO "OS ATLAS"

Dedico, a todos aqueles que seguem este Blogue, o tema dos BEATLES, Eight Days a
Week, interpretado pelo Conjunto Académico Os Atlas (Portalegre), durante a Festa do seu 47º Aniversário, que teve lugar no passado dia 29 de Outubro, na Quinta das Hortas Velhas, Alvarrões, Marvão.

terça-feira, 19 de julho de 2011

FRASE DA SEMANA (19-25 DE JULHO 2011)

"A verdade é tão preciosa que precisa ser protegida por uma escolta de mentiras."
Wiston Churchil (1874-1965)
                                                                                                  

A GLOBALIZAÇÃO

“NÃO LOUVO, NEM CONDENO”
Padre António Vieira (1608-1697)

O mundo conturbado em que hoje vivemos, não deixa de ser a consequência lógica duma alteração de valores, e referências, por a sociedade não ter conseguido reconhecer e acompanhar as aceleradas mudanças universais dos costumes, das questões morais e éticas, do conceito do bem e do mal e do respeito pelos direitos dos seres humanos que, para muitos, não são mais do que sofismas.
A liberdade é o fundamento necessário da ordem moral e, ser-se livre, consiste no reconhecimento das leis da nossa possibilidade de acção, dentro dos limites estabelecidos e exigidos pela ordem social. É o poder fazer, ou deixar de fazer alguma coisa, e levar uma vida digna de si e da sociedade humana. Na verdade, negada a liberdade deixam de existir acções moralmente boas ou más, deixa de existir a obrigação e o direito, a responsabilidade e a sanção e o motivo para evitar as acções más, assim como o estímulo das boas, isto é, deixa de existir toda a vida moral.
E foi certamente porque estes conceitos não foram aprofundados, ou pelo menos não foram suficientemente geridos, o que me leva a pensar que a globalização foi efectuada apressadamente num tempo de inexistência da paz, pois esta nunca existiu desde a II Grande Guerra como provam os conflitos existentes desde então. Por isso, constato, face aos recentes acontecimentos, que foi a ausência de regras comuns de coexistência humana o que levou a que a intranquilidade e perturbação nas sociedades ditas ocidentais e desenvolvidas, permitisse que, tranquilamente, se desenvolvessem algumas abominações em regiões longínquas nas quais se cometem crimes hediondos. A inquisição levou tempo a desaparecer. E os teólogos protestantes não eram melhores do que os “talibans” ou os “totalitaristas”.
Não me estou a ver num mundo fundamentalista. O que esta gente quer no fundo é pôr em causa as conquistas da melhoria do nível de vida de algumas populações. Mas também aqueles que se dizem do mundo “livre” não quiseram, por razões de interesses vários, contribuir para as desigualdades existentes. Deixemos de hipocrisias: a globalização foi um erro pelo menos na simplicidade com que apareceu. E a prova disso são:
Os recentes atentados em Madrid e na Palestina, como o têm sido, constantemente, em Israel e no Iraque;
As constantes preocupações em que vive hoje o mundo ocidental - devido ao facto de não ser construída a paz nos locais de maior conflito, onde o nível de vida das populações está abaixo da miséria;
As mentes perversas, que continuam a olhar para o “umbigo” e não encaram a realidade do início do século XXI;
As posições extremas de radicalismo quer venham do Oriente ou do Ocidente.
Quem consegue alterar o percurso da história, que se avizinha de terror? Tenho sérias dúvidas que se consiga, tão depressa quanto o desejado.
 Manuel Alberto Morujo
(Distrito de Portalegre, 26 de Março de 2004)

domingo, 17 de julho de 2011

HAVERÁ DESENVOLVIMENTO EM PERÍODO DE CRISE?

Não é preciso ser muito le­trado para saber que o desen­volvimento do País tem sido inversamente proporcional, ao aumento do défice público. Nem tão pouco especialista para concluir que o peso do Estado asfixia esse desenvolvimento, nomeadamente, com o aumen­to incontrolável da despesa que é in­versamente proporcional à dimi­nuição das receitas, consequên­cia primeira da fuga ao fisco. Qualquer vulgar cidadão, deste País, sente que não tem havido um desenvolvimento assente num planeamento correcto do que se pretende fazer, assim como a definição duma estraté­gia mobilizadora que agregue a vontade de todos no processo de superação da crise, que terá tido início nos anos oitenta com uma situação similar à que hoje decorre e que levou, na altura, à intervenção do F.M.I. (Fundo Monetário Internacional).
Os ciclos de crise acontecem em Portugal, com uma certa re­gularidade e, mesmo assim, o poder político parece nunca querer aprender com o passa­do. Mais grave é, quanto a mim, o facto dos dois principais par­tidos, o Partido Social - Demo­crata e o Partido Socialista, te­rem tido a primazia de nos te­rem (des)governado, nos últi­mos trinta anos e surgirem sem­pre, quando estão na oposição, a criticar quem está no Go­verno pelos mesmos erros e ati­tudes daquelas que tiveram, quando governavam.
Com atitudes, como estas, certamente que o país dificil­mente recuperará do fosso em que caiu. Pensava eu, ainda há poucas semanas, que a classe política se tinha mentalizado que havia a necessidade de se unir em torno de reformas ne­cessárias à recuperação e de­senvolvimento do País!!! Nada de mais romântico, constato ago­ra. O que nos resta é apertar o cinto, esperar que a crise não pior e que a realidade e o prag­matismo surjam algum dia, de modo a sentirmos orgulho de “viver neste espaço à beira-mar plantado”.
Manuel Alberto Morujo
(Junho de 2005)


sábado, 16 de julho de 2011

DESINTERESSE, IMPOTÊNCIA E IGNORÂNCIA

“Para falar ao vento bastam palavras. Para falar ao coração são necessárias obras”.
Padre António Vieira (1608-1697)

Só o humano possui a capacidade de inventar tudo acerca do mundo e acerca de si próprio, para se perspectivar como humano e, consequentemente, agir como tal. Efectivamente, numa sociedade em permanente e acelerada mutação, como é aquela em que vivemos, cada vez faz mais sentido mudar, inovar. Temos de mudar é dito por políticos e governantes, educadores e cientistas, jovens e pais, dirigentes e professores, empresários e gestores. Palavras vãs que a realidade tende a confirmar. Na verdade, o desinteresse, a impotência e a ignorância são forças negativas que impedem ou dificultam a abertura à mudança a qual passa, fundamentalmente, pela criatividade. Se é certo que todos nós possuímos talentos criativos, que tal como as aptidões físicas e intelectuais podem ser treinados e desenvolvidos, não deixa de ser também certo que a sua manifestação varia de pessoa para pessoa, dependendo bastante do contexto sócio-cultural em que nasce, cresce e vive.
Mas a realidade é bem diferente. A mudança de hábitos e atitudes não acontece. E, por isso, o POVO PORTUGUÊS se tornou, quer na euforia quer na depressão, um POVO DOENTE. É fácil constatar que cada vez há mais portugueses a refugiarem-se no soporífero (televisão e futebol), no excitável (voyarismo e erotismo), no sobrenatural (seitas e astrologia), na evasão (modas e drogas) recusando-se a pensar, a conhecer e a intervir. Os níveis de crítica volatilizam-se na política, na imprensa, no ensino, nas artes, nos espectáculos, nos convívios e nos sentimentos. Mais: a reflexão intelectual fez-se um desperdício, a competência profissional um supérfluo, a honradez pessoal uma inconveniência, a dignidade cívica uma velharia. Não provocar ondas impôs-se uma divisa. É-se apreciado pelo que se diz, não pelo que se faz. É-se retribuído pelo que se exibe, não pelo que se aprofunda.
E, chegados aqui e agora a este estado de coisas, é minha convicção que isto só se alterará quando, cada um de nós, deixar de ser um mero espectador passivo do teatro levado a cabo por actores, que fazem da política a arte de mentir tão mal, pensando que só poderão ser desmentidos por outros políticos. Excluindo aqueles que aqui e ali vão denunciando e destapando os males da actual sociedade (de que é exemplo alguma, pouca, comunicação social) o facto é que, tirando alguns grupos instalados no regime, nas instituições e nos privilégios ou nos consumos, os restantes, a maioria da população, descobre-se insegura, desamparada, desmente, apática, com medo da vida e do futuro, da realidade e da ousadia.
Tudo isto, no fundamental, tem a ver com a forma desfavorável ou favorável onde o indivíduo é chamado a evoluir. Tem a ver com a educação, com a cultura e os hábitos que respiramos.
Mas nós, portugueses, somos assim. Com futebol aos domingos (e não só), feriados que calhem em dia de semana (se possível com ponte) e telenovelas da vida real, temos o português feliz.
Pobre país o meu que, cada vez mais, se vê afastado do resto da Europa ao constatar o aumento das dificuldades daqueles que são os mais desprotegidos, como os trabalhadores que, dia a dia, vêem os seus empregos ameaçados, senão mesmo até perdidos. Para onde e por onde caminhas, Portugal?
Manuel Alberto Morujo
Abril de 2005

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CANTAS BEM MAS NÃO ME ALEGRAS

Mas, será possível isto estar a acontecer num País que está no estado em que está e a  Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano, ou seja, mais 163 vezes do que custava com Ramalho Eanes?

Dinheiro que, para além de pagar o salário do senhor Cavaco Silva, sustenta ainda os seus 12 assessores e 24 consultores, bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros do dinheiro dos contribuintes que, todos os anos, serve para pagar pensões e benefícios aos antigos Presidentes.
Os 16 milhões de euros, que são gastos anualmente pela Presidência da República, colocam Cavaco Silva entre os Chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa, gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha  (oito milhões de euros), sendo apenas ultrapassado  pelo Presidente Francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros) e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que “custa” 46,6 milhões de euros anuais.
E tem o senhor Aníbal Cavaco Silva a desfaçatez de nos vir dizer que:
"os sacrifícios são para ser distribuídos por todos os portugueses".
“Atão tá” bem, ó meu!
 E não se pode privatizar a Presidência da República?
A ser verdade, e se as contas estão bem-feitas, Senhor Presidente vá lá cantar para a sua rua...12 assessores e 24 consultores para o ouvirmos dizer “isto precisa disto e daquilo”, “tenho pena, mas não posso fazer nada”, blá-blá-bá, blá-blá-bá e pronto.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

MATA CÁCERES DEIXA OBRA OU...UM "BICO DE OBRA"?

É sabido que Mata Cáceres pediu (ou foi empurrado a pedir?) a cessação das funções que vinha exercendo no Concelho de Portalegre. O PSD, que desde 2000 o apoiou como independente, vinha demonstrando, aqui e ali em surdina, o inconveniente de o manter até às próximas eleições, em 2013, apesar de já não se poder candidatar.
Mas o que estranho é que, publicamente, apareça tanta gente, e com responsabilidades partidárias, a defender que "O Homem deixa obra feita". Mas, será que não deixa, pelo contrário, "UM BICO DE OBRA?" 
Entretanto, uma coisa é fácil de constatar, no que se refere à não concretização do slogan da candidatura em 2000, "VIVER PORTALEGRE - UM PROJECTO PELO FUTURO DO CONCELHO", o qual se transformou, quanto a mim, num "VIVER EM PORTALEGRE, SEM FUTURO".
Dez anos passados, muitas das promessas fantasiosas, não foram cumpridas. E assim, Portalegre passou umas das piores décadas da sua história recente.
Vejamos alguns dos muitos exemplos que podem justificar as palavras anteriormente  escritas:
a) Em termos populacionais, o Concelho perdeu mais de mil habitantes;
b) Em termos financeiros, depois de ter herdado 900 mil contos (4,5 milhões de €) de saldo positivo, em 2001, abandona o executivo deixando mais de 50 milhões de € (10 milhões de contos) de saldo negativo;
c) Em termos de promessas ilusórias e fantasiosas, foram imensas. Chegou a anunciar a vinda de mais 120 empresas para a Zona Industrial, por ele construída, num processo só possível porque "governava" em maioria;
a construção de: 
uma Pousada no actual Convento de S. Bernardo;
um Campo de Golfe;
um Centro Comercial (São Mamede);
um novo Hospital;
novas Instalações do Centro de Instrução da GNR;
uma Game City que, em 2012, contribuiria para Portalegre ter uma população, de mais de 50 mil habitantes;
d) Embora não totalmente da sua responsabilidade, o facto é que, em 10 anos, cessaram a actividade três unidades fabris, que empregavam centenas de pessoas, tendo chegado a afirmar, quando se candidatou em 2005 que "por mim a Fábrica Fino's já devia ter fechado há dez anos atrás".
Embora pouco se tenha falado disso, gostaria de saber se possível, quais as razões pelas quais não vieram para Portalegre o Fluviário, que foi para Mora e o Call-Center, que foi para Castelo Branco? 
E, já agora, o que ganhou o Concelho de Portalegre, com as comitivas oficiais que se deslocaram ao Canadá, a Marrocos e ao Brasil? Pelos vistos, NADA, a não ser contribuir para o défice que actualmente as contas camarárias apresentam.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

A QUE TIPO DE GENTE ENTREGÁMOS A GESTÃO DO DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES?

Passam os dias, os anos e as décadas. Passou um quartel de século e "pergunto ao vento que passa, notícias do meu País e o vento cala a desgraça, o vento nada me diz" como foi possível entregarmos a gestão dos dinheiros públicos, desde 1986 e depois do FMI ter estado em Portugal no período de 1983/85, a "FIGURÕES" que nem qualidades demonstraram para gerir uma mercearia de bairro?
Que responsabilização foi atribuída, com efeitos penalizadores, aos que, durante mais de 25 anos, governaram Portugal praticando uma "gestão danosa", a qual culminou com a vergonha de sermos considerados um PAÍS DE LIXO, que é o mesmo que dizer:
"MATÉRIA OU COISA QUE REPUGNA POR ESTAR SUJA OU QUE SE DEITA FORA POR NÃO TER UTILIDADE, ISTO É, ENTULHO OU PORCARIA?"
PELOS VISTOS... NADA. 
Trova do vento que passa
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira
                                              Letra: Manuel Alegre

http://www.jornaldenegocios.pt/statsGen.php?id_autor=158&nrand=9.759995492640884e+21


http://www.jornaldenegocios.pt/statsGen.php?id_autor=158&nrand=9.759995492640884e+21



terça-feira, 5 de julho de 2011

FRASE DA SEMANA (5-11 DE JULHO 2011)


Senhor! eis-me vencido e tolerado:
Resta-me abrir os braços a Teu lado,
E apodrecer Contigo à luz dos astros!
CRISTO
José Régio (1901-1969)

Homenagem ao meu antigo Professor Liceal, Dr. José Maria dos Reis Pereira:
Nos poemas de fundo religioso, dos primeiros livros do autor, costuma haver uma identificação entre o eu lírico e a figura de Cristo, ambos irmanados pela dor, pelo sofrimento e pelo sentimento de inadaptação ao mundo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

E O POVO LÁ VAI CANTANDO E RINDO

Passaram sete anos desde o dia 30 de Junho de 2004, data em que escrevi, e publiquei, mais um artigo de opinião. Face ao que se passou (ou não passou) desde então, entendo oportuno transcrever parte daquele texto:

 E O POVO LÁ VAI CANTANDO E RINDO

"Não uses um canhão para matar um mosquito"
Confúcio (551-479 a. C.)

Na semana passada, num dia como outro qualquer, esta­va postado em frente ao televi­sor e a ver um serviço noticio­so, de um determinado canal te­levisivo. Eis então que surge um comentador, economista de formação e habitual figura tele­visiva. Comentário para aqui, comentário para ali, Governo deposto, Governo reposto, tudo normal em democracia. Mas isso já lá vai. O que importa aqui e ago­ra referir, tem a ver com o co­mentário surgido:
“o facto de haver uma Off Shore na Madeira é motivo para que o Estado não arrecade cerca de mil milhões de euros, por ano, resultante de impostos que não são cobrados.”
Leu bem, caro leitor: a fuga legal a impostos, que é permitida nas “terras jardineiras” representa a sexta parte do orçamento corrente do Ministério da Saúde ou a dívida que este Ministério tem para com a Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Portuguesa).
Segundo ainda o mesmo comentador “os principais beneficiários do esquema são os Bancos e as Seguradoras ou seja, os donos do grande capital”.
Em detrimento da grande maioria do Povo, afirmo eu, o qual, cada vez mais, vê “os meses mais compridos ou, de outra forma, o dinheiro insuficiente para todo o mês.”
Tanta mentira não seria possível num País a sério. E, como este não é um País a sé­rio, "o Povo lá vai cantando e rindo", cada vez mais numa sinfonia de País adiado. E as perspectivas são pouco riso­nhas, como se vai já vendo pelo "andar da carruagem".

sexta-feira, 1 de julho de 2011

OITO ANOS DEPOIS, A MESMA SENSAÇÃO

Depois de ter estado, ontem, cerca de cinco horas a assistir ao debate da apresentação do Programa do Governo, o que voltou a acontecer hoje durante mais duas horas, recordei-me deste texto que escrevi e publiquei em Novembro de 2003. Por, infelizmente, me parecer tão actual, resolvi republicá-lo:

SEM IMAGINAÇÃO
Tomar atenção ao meio em que estamos inseridos, querendo descobrir o sentido das coisas, é trabalhar a imaginação. Confesso, no entanto, que me sinto disperso e, por isso mesmo, sem imaginação. Aliás, o mesmo se deverá passar com a maioria dos meus concidadãos que dificilmente conseguirão imaginar como se poderá sair desta crise profunda que, desde o último ano do século passado, tem, sucessivamente, perturbado, direi mesmo abalado, a sociedade portuguesa. 
No momento imediatamente anterior ao início desta minha crónica, acabei de ler uma notícia que textualmente transcrevo: “ os Portugueses vão perder poder de compra até 2005 “. É óbvio, que esta frase não será novidade para a grande maioria dos Portugueses, visto haver uma minoria muito reduzida, que não será afectada. Efectivamente, dias mais difíceis estão para chegar. Se observarmos, com atenção, não há um sector da vida pública que não se sinta inseguro, ou melhor, que se sinta satisfeito com a situação actual. Aqui e ali vão-se sentindo algumas perturbações e agitação social, que culminarão com grandes manifestações lá mais para o fim do mês. Mas o pior de tudo é que não há alternativa credível para alterar este estado de coisas. Estamos metidos num enredo, que se iniciou em 1986 com a entrada na Comunidade Europeia (hoje União Europeia). Se bem nos recordarmos, durante quinze anos foi gastar à rica, numa primeira fase com a teoria do “oásis”, numa segunda fase com a Expo e, mais recentemente, com os estádios de futebol. O reflexo duma estratégia mal delineada, nos últimos quinze anos, em que foi gastar dinheiros que não eram resultado de mais-valias por nós produzidas, levou à situação actual em que não se consegue reduzir o défice orçamental.

E quanto a nós Portalegrenses para aqui esquecidos neste canto lusitano, “onde só vem quem quiser”? Permitam-me apenas recordar que, nos últimos trinta anos, a cidade de Portalegre perdeu mais de dois mil postos de trabalho, só na indústria. E o que se avizinha, não é de forma alguma muito risonho. Face às circunstâncias, o futuro é mais negro do que o breu se continuarmos a não criar infra-estruturas que permitam a fixação dos nossos jovens, evitando que tenham de procurar outros horizontes "para tratarem da vida". Ainda que indelevelmente, a sociedade Portalegrense vive hoje acomodada. Até se compreende, embora tenha inconvenientes. Senão vejamos:
-os casados têm medo de ver os filhos com fome e desamparados;
-os que optam pela vida fácil das carreiras têm medo de não serem promovidos;
-os que alcançaram uma posição estável e segura têm medo de transformações;
-os que têm prestígio têm medo do advento dum mundo que discuta os fundamentos do seu prestígio;
-os que vivem à custa dos valores que defendem, receiam todos os outros valores.
Não há dúvida de que o medo desempenha assim, na vida dos homens, um papel importantíssimo. Por isso, não há debate, não há ideias. São poucos os que, para além do seu círculo de amigos, se pronunciam. Como se o debate e a confrontação das ideias fosse um tabu. E, assim sendo, o meu País, a minha Cidade, os meus concidadãos estão como eu: sem trabalhar a imaginação, sem descobrir o sentido das coisas.
Manuel Alberto Morujo
(Novembro de 2003)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

"E DEPOIS...QUEIXEM-SE"

Tenho para mim que, uma das consequências da globalização, tem a ver com o facto da facilidade com que chegamos a qualquer ponto e de tudo se poder conhecer, em tempo real. O Mundo parece estar mais pequeno. Quem está na Europa tem a ambição de conhecer outros continentes e, para tal, não são inoportunas as mais variadas promoções para que se torne a iniciativa de viajar uma realidade.
Neste planeta conturbado, as aventuras são por demais sugeridas. Para tal, muito contribuem os anúncios e as formas, mais ou menos evidentes, de despertarem essa curiosidade para as consumirmos. Quer a publicidade estática, quer através dos órgãos de comunicação social, já para não referir os “panfletos” com que diariamente as nossas caixas de correio ficam repletas, são a prova do que afirmei. “Mude de carro, mude de vida…e ganhe uma viagem” promete o anúncio da campanha de troca de um carro usado por um novo, mesmo ao lado de um anúncio de um banco que pergunta, “Quem disse que você não pode ter tudo o que quer?”. Mais adiante, num outro anúncio de uma agência de viagens na paragem de autocarro, vê-se uma rapariga morena a dormir, com um sorriso feliz nos lábios, em cima de uma almofada de pétalas e a anunciar um pacote especial para a Tailândia ou para as Maldivas. Sugere este, “Faça férias agora… pague só para o ano”, sublinhando dizeres sugestivos como “há muita coisa que pode acontecer”. Essa muita coisa, estou em crer, era a possibilidade espantosa de se ir a um sítio daqueles agora e só pagar oito meses depois. Isto é: não tenho dinheiro agora para pagar a viagem, mas pode ser que haja a hipótese de, nesses oito meses antes do pagamento, acontecer algum milagre que, sem mais qualquer esforço ou agonia, torne o pagamento possível. O sonho continua e, passadas dezoito horas com escala no sultanato do Omã, a viagem chega ao fim. Aqui chegados, logo da portinhola do avião já se entrevêem, a perder de vista, as águas transparentes e cor de esmeralda do Oceano Indico que banha os recifes de coral.
Como as coisas ocorrem hoje em dia, o cidadão é apanhado desprevenido e, como tudo é aparentemente fácil, cai na armadilha. Sim, porque, de uma maneira geral, a publicidade não é mais do que uma armadilha colocada de forma ardilosa para que os mais incautos e desprevenidos nela tropecem, com a mesma facilidade com que respiram. 
Mas de todas as formas de publicidade, para além das que já enumerei, a que mais me incomoda é aquela que nos surge através do contacto telefónico. Quase diariamente – e não é exagero – somos incomodados pelo outro lado da linha por alguém que nos quer vender um novo pacote da T.V., uma assinatura de uma qualquer revista sem interesse, a aquisição de um colchão que resolve todas as maleitas, a adesão a um novo sistema de Internet e, a mais curiosa de todas, a oferta de “um presunto” ou de um fim-de-semana à escolha em qualquer parte, se comparecer às tantas horas num determinado local, só para conhecer a empresa que estão a promover. Muitas das vezes, e se após várias tentativas negarmos o convite, ouvimos expressões menos correctas de quem nos contactou, algumas vezes com um “sotaque” estrangeiro que, por acaso, até nem é do meu agrado.
Embora possa parecer o contrário, nada tenho contra a publicidade. Mas todo o cuidado é pouco, pelo que devemos estar cada vez mais atentos a “ofertas” gratuitas, fáceis e acessíveis. Como diz um amigo meu, “ninguém dá nada a ninguém”. 
Por mim, e depois de ter aprendido com a facilitação que me levou a cometer erros, já decorreram muitos anos que não vou em "cantigas do vigário". Por isso, há que ter cuidado para não ficar "atolado na lama" e haver arrependimentos tardios.
Manuel Alberto Morujo
(Abril de 2005)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

E POSTOS DE TRABALHO?

(Texto escrito em Outubro de 2004)

A recente decisão do Governo, de pretender fazer a ligação das capitais de Distrito por auto-estrada, foi recebida com incontido entusiasmo por quase todos os sectores da sociedade Portalegrense. Com maior ou menor entusiasmo, consoante mais perto estão do poder político que actualmente governa o País. Sobre esta matéria, o cidadão vulgar, que não menos esclarecido, questiona-se se isso virá a ser realidade e, em caso afirmativo, quando?
Todavia, parece-me oportuno recuar alguns anos e constatar o que aconteceu nesta matéria de vias de comunicação, nomeadamente rodoviárias, e de grandes empreendimentos ou projectos estruturantes, como alguns gostam de lhe chamar.
Decorria o ano de 1985 quando o Distrito de Portalegre, por ser considerado uma zona periférica com tendências para a desertificação e uma população envelhecida, foi contemplado com uma O.I.D. (Operação Integrada de Desenvolvimento). Foi nessa altura que chegaram a Portugal os primeiros dinheiros (e não em 1988, como por vezes se ouve dizer) para a construção de Centros de Saúde, melhoria das condições hospitalares, vias de comunicação, etc. Foi também nessa altura que se voltou a falar da célebre IC13 e da Barragem do Pisão e, acima de tudo, na necessidade de não deixar que esta região se degradasse no tempo. Relembro que, além de Portalegre, só foram contempladas mais duas regiões, além da nossa: Viana do Castelo e a Península de Tróia.
Passados estes anos todos, verificamos que os sucessivos Governos desde Cavaco Silva, passando por António Guterres, até Durão Barroso, mais não fizeram do que colocar-nos no gueto em que hoje nos encontramos e do qual dificilmente sairemos com construções de auto-estradas.
O que na realidade se constata é que Portalegre é uma cidade em que os postos de trabalho diminuem, como aconteceu com o fecho de uma importante unidade fabril, há dez meses . Até mesmo a construção das novas instalações da Robinson, anunciada “com pompa e circunstância” pelo então Ministro da Economia, em Julho de 2003, parece, pelo menos à vista da opinião pública, ter ficado em “águas de bacalhau”.
Mas, voltando ao tema inicial desta minha crónica, gostaria de referir que a alegria deslumbrante daqueles que esperam que a anunciada auto-estrada (será mais uma promessa tipo Barragem do Pisão?) virá resolver os problemas com que nos debatemos há décadas, não é por mim, e certamente por muitos, partilhada. Ao pretenderem fazer-nos acreditar que o desenvolvimento de Portalegre, a aposta em projectos estruturantes, a criação de postos de trabalho e a fixação das populações passa pela construção dessa auto-estrada, não é senão “tapar o sol com a peneira”. Se a sua eventual construção é certo que melhorará algumas ligações aos grandes eixos, o nosso mal, o nosso fado, é que quase ninguém aposta e investe em Portalegre, porque, de entre outras coisas, aqui há pouca massa crítica. A nossa situação geográfica só atrai quem cá necessita de vir para uma breve visita, pois nem as condições hoteleiras são atractivas. Ao longo dos anos, o que vejo é que o investimento se faz cada vez mais junto ao litoral e, fundamentalmente, onde há maior densidade populacional. Esta cidade tem vivido, e vive em primeiro lugar, por ser capital de Distrito e por aqui ainda continuar a haver muitos serviços da Administração Pública, para além de, na maior parte do ano, ter uma população flutuante devido ao ensino superior. Se tivessem anunciado em vez da auto-estrada, a criação de unidades industriais, postos de trabalho, estruturas para a fixação dos Portalegrenses, isso sim, seria motivo de grande alegria. Mas, pelos vistos, isso é uma miragem.
Manuel Alberto Morujo

   

domingo, 26 de junho de 2011

MENTIRAS E TRAIÇÕES

Fico perplexo, até mesmo indignado, com a atitude da "gente" que nos tem (des)governado durante os últimos vinte e cinco anos, quer em termos nacionais, quer em termos distritais. Como diz o Povo "não bate a bota com a perdigota" isto é, os discursos não coincidem com o que está escrito na

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Artigo 81º
(Incumbências prioritárias do Estado)
d) Promover a coesão económica e social de todo o território nacional, orientando o desenvolvimento no sentido de um  crescimento equilibrado de todos os sectores e regiões e eliminando progressivamente as diferenças económicas e sociais entre a cidade e o campo e entre o litoral e o interior.

Sendo utente dos Caminhos de Ferro Portugueses, com maior incidência nos últimos dois anos, não posso deixar de lamentar, e até criticar duramente, o que já aconteceu e estará(?) para acontecer, no que toca a transportes ferroviários. Vejamos então:

O Ramal de Portalegre, conhecido como Linha de Portalegre, era um troço ferroviário que fazia a ligação da Linha de Évora, em Estremoz, à  Linha do Leste, em Portalegre. Inaugurado em 1937, o Governo de Cavaco Silva encerrou-o em 1990;

O Ramal de Cáceres era uma ferrovia que ligava a estação de Torre das Vargens à fronteira com Espanha, na estação de Beirã-Marvão, servindo também Castelo de Vide. Foi inaugurado em 1880. A estação de Castelo de Vide foi encerrada em 1990 e a da Beirã em Fevereiro de 2011, pelo Governo de José Sócrates;  

A Linha do Leste, que liga a estação de Abrantes à estação de Elvas, donde prossegue para Espanha (Badajoz) é agora notícia pelo facto do Governo cessante ter "proposto  à Troika o encerramento de algumas vias-férreas, com particular incidência no Norte e no Alentejo". No que diz respeito ao Norte Alentejano, está previsto a desactivação da Linha do Leste entre Abrantes e Elvas. 

Significa isto, a confirmar-se a notícia, que Portalegre deixará de ser servida por linha ferroviária.  O que virá a seguir para deixarmos de ser Portalegrenses e passarmos a ser Tuaregues?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ESTADO NÃO CONSEGUE FISCALIZAR CORRUPÇÃO NAS AUTARQUIAS

É no mínimo surpreendente como se deixou chegar a isto:  

Todavia, para mim não o é pois, em Setembro de 2005, escrevi e publiquei o seguinte:
Decorreu ainda pouco tempo desde que, um eminente economista do Fundo Monetário Internacional (F.M.I.), afirmou “se em Portugal não houvesse uma tão elevada taxa de corrupção, o nível de vida dos Portugueses seria idêntico ao dos Finlandeses”. Se adicionarmos a esta declaração as recentes entrevistas do Vice-Presidente da Câmara Municipal do Porto, Paulo Morais, à revista “Visão” e do Deputado João Cravinho, ao matutino “Público”, ficamos a saber que perverter, viciar, seduzir e subornar são termos do léxico Português, muito mais usados do que aquilo que imaginamos. Ou, escrito de outra forma, a CORRUPÇÃO anda por aí.
Na verdade, o primeiro, que é responsável pelo pelouro do Urbanismo, tem a coragem de afirmar, ainda no exercício das suas funções, que “negócios imobiliários financiam dirigentes, campanhas e partidos”. E, vai mais longe, ao denunciar que os pelouros do Urbanismo estarão a transformar-se nos “coveiros da democracia e os partidos nas casas mortuárias”, o que não deixa de ser motivo de grande preocupação, pois mostra-nos um regime podre e com promiscuidades preocupantes.
Mas a afirmação mais objectiva, elucidativa e surpreendente, de Paulo Morais, é que “o Urbanismo é, na maioria das Câmaras, a forma mais encapotada e sub-reptícia de transferir bens públicos para a mão de privados”.
Quanto ao segundo, que desempenha no Parlamento as funções de Presidente da Comissão de Economia e Finanças, afirmou, sem evasivas, que “nos últimos vinte anos nenhum Governo enfrentou, a sério, o problema da corrupção”. Vindo de quem vem esta frase, não deixa de ser elucidativo que há mesmo corrupção no País e que, ex - Primeiros – Ministros como Cavaco Silva, António Guterres e Durão Barroso, não criaram todos os mecanismos para evitar que esta “praga” se desenvolvesse. 

terça-feira, 21 de junho de 2011

ENTREVISTA DE MATA CÁCERES, EM DEZEMBRO DE 2003 (2º TEMA)

3 de Outubro de 2001, na cidade de Setúbal, o Ministro do Ambiente, José Sócrates, assinou, conjuntamente com o Presidente da Câmara de Portalegre, Amílcar Santos, o Protocolo de Acordo da Linha 2 da componente 1 do Programa Polis;
16 de Dezembro de 2001, Mata Cáceres venceu as eleições autárquicas;
Nos primeiro dias de Janeiro de 2002, Mata Cáceres tomou posse e herdou, de entre outras coisas, os Projectos do Pólis, da Escola de Hotelaria, do Centro de Artes e Espectáculos e...900 mil contos de saldo positivo.
Dois anos depois, Dezembro de 2003:

2º TEMA

“O POLIS em Portalegre é um logro.”

O POLIS em Portalegre, nota e comenta o vulgar cidadão, não está a caminhar como outros projectos que se iniciaram ao mesmo tempo e que já têm índice de execução mais adiantado. São decorridos dois anos e o relógio, instalado no Rossio, vai passando e pouco se sabe sobre este assunto. Qual é o ponto da situação que se aguarda com alguma ansiedade?
E eu também. Agora o que se pode dizer é…é preciso… eu percebo donde vem essa conversa e é bom que se diga à partida o seguinte: o POLIS, em Portalegre é um logro.

Queira dizer-nos porquê?    
É uma falsa expectativa pois o POLIS tinha que ter sido sete ou oito milhões de contos e far-se-iam muito mais coisas se, para tanto, Portalegre se tem candidatado em tempo oportuno. O POLIS de Portalegre só não está mais adiantado porque de facto herdamos isto no ponto zero. E os projectos e os procedimentos, que são precisos desenvolver, levam todo este tempo. Estão neste momento praticamente a começar a ficar todos os projectos prontos, o último dos quais vai à reunião de Câmara amanhã (dia seguinte a esta entrevista). É preciso não esquecer que, tal como o Centro de Artes e Espectáculos, tivemos que ser nós a mandar fazer os projectos desde o início. Podíamos ter chegado ao POLIS com estes projectos já prontos a candidatar e já tínhamos neste momento as obras em fase de construção. Na realidade, os projectos vão aparecer agora.

De qualquer forma não estão em causa os prazos estipulados…
Não senhor, mas não senhor, nem nunca estiveram. Simplesmente percebo a ansiedade. Toda a gente vê o relógio a funcionar e há um trabalho, que precede a obra física, que é a parte burocrática e que leva sempre dois anos entre conceber a ideia e pô-la em prática.  
Nota: As obras só começaram em meados de 2005 que, por coincidência, foi novamente ano de eleições autárquicas e que Mata Cáceres venceu com maioria absoluta (seis eleitos do PSD e um do PS).

domingo, 19 de junho de 2011

PARLAMENTO TEM SIDO "CENTRO DE CORRUPÇÃO EM PORTUGAL

O ex-vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo Morais, afirmou que « "o centro de corrupção" em Portugal tem sido a Assembleia da República, pela presença de deputados que são, simultaneamente, administradores de empresas».
Já não é a primeira vez que, o Professor Universitário, vem a público denunciar o tema. Fê-lo, tanto quanto me recordo, em meados de 2005 através de uma entrevista que concedeu à Revista "Visão". 
Também sobre este assunto publiquei no meu Blog, em 14 de Março, um texto intitulado  "CORRUPÇÃO? PARECE QUE HÁ"
Veja o seguinte link:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/parlamento-corrupcao-paulo-morais-deputados-urbanismo-scut/1261311-4072.html
(Manuel Alberto Morujo)

RESPOSTA A UM COMENTÁRIO, ANÓNIMO, SOBRE A "ENTREVISTA A MATA CÁCERES"

Anónimo: 
Sou Portalegrense. Embora não resida na minha cidade, visito-a quase semanalmente. Não faço ideia como vim dar com o seu blog...mas lamentavelmente aconteceu. É ridículo a analise que faz aqui, porque esta a contradizer-se. O senhor não acreditou no projeto do presidente da câmara municipal em 2003, mas agora passados estes anos, constata-se que praticamente tudo o que foi prometido (de iniciativa municipal) realizou-se....tudo o que foi prometido e muito mais que não foi, muito do qual não constou em programas de publicidade eleitoral. Se até agora não foi construído mais, culpe os socialistas da cidade, a crise e limitações de verbas, o desprezo que o estado central tem perante a cidade, a falta de qualidade dos deputados e pessoas que defendam Portalegre, etc. Já falando da falta de empresas e investimentos na cidade,. queira entender que isso não diz respeito à câmara, mas sim aos privados. Não tenho nada contra, nem a favor de Mata Cáceres, mas uma coisa eu esperava nas cabeças ocas dos meus conterrâneos, que após todo o trabalho e revolução que este homem criou, aprendem-se a dar mais valor à sua terra e criam-se uma mentalidade de ambição e união perante um desenvolvimento que se quer constante e urgente para esta capital de distrito.O senhor pelos vistos não ambiciona isso, prefere voltar a ter um presidente de câmara como qualquer um os outros anterior a este, que por mandato não faça mais do que realizar as festas da cidade e ponto final.


Resposta de Manuel Alberto Morujo:
Agradeço o comentário que fez ao texto que redigi, e publiquei, no meu blog, o qual "lamentavelmente encontrou".
Começo por referir que aquilo que escrevi, logo no início do texto, se comprova: os "Lagóias" têm por hábito não dar a cara, como se pode testemunhar aqui pelo seu anonimato. Assim, é mais fácil passar à ofensa e aos impropérios. "Cabeça oca" a minha por ter uma opinião, desde há muitos anos, sobre o rumo que Portalegre estava a levar? Mas não deixa de ser curioso que, em sua opinião, os responsáveis são " os malandros" dos socialistas e dos empresários, numa tentativa de "branquear" a gestão de Mata Cáceres.
Mas permita-me, num aspecto, estar de acordo consigo, SR. JOAQUIM RAPOSO (assim se identifica a caixa de correio donde foi enviada a mensagem): os Deputados, que têm sido eleitos pelo Distrito de Portalegre, são, com destaque para Miranda Calha, também grandes responsáveis pelo que aconteceu a Portalegre e ao Distrito. Miranda Calha, o mesmo que o actual Presidente demissionário condecorou, no passado 23 de Maio, depois de dizer "cobras e lagartos" sobre ele. Mas, "não tape o sol com a peneira" e denomine de "cabeças ocas" os que governaram o Concelho de Portalegre, e já agora o País, durante, pelo menos, o Séc. XXI. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

FRASE DA SEMANA (16 - 22 de Junho 2011)

Sei, que por dizer estas coisas e pela verdade com que as exponho, as acusações que me esperam. Conto com elas.
Almeida Garrett (1799-1854)